A troca com Bené Fonteles
Artista em conversa com o público
Ele falou sobre espiritualidade e sua relação com o candomblé e a filosofia budista, da qual é adepto. Isto está presente de forma clara em seus trabalhos. Segundo ele, todo artista precisa “ter responsabilidade ao invadir o imaginário do outro”, se referindo às exposições que sacrificam animais em prol da contemporaneidade e provocação no público.
Seu livro intitulado Cozinheiro do Tempo, que será lançado hoje a noite, às 19h, na Galeria 1 do MAM, leva esse nome porque, além de cozinhar muito bem, ele confessa ser fascinado pela passagem do tempo sobre as coisas. “O tempo é minha matéria. O que ele faz com a madeira, com o ferro – com a ferrugem, e a ação do homem sobre as coisas”. Para desenvolver seus trabalhos, ele passa muito tempo somente coletando material, mas de forma desapegada. “Se desapegar das coisas, liberta”, ele diz, e completa, “eu não tenho seguro de nada”.
Bené apresenta Cozinheiro do Tempo
A artista visual e designer Bárbara Tércia participou do evento e já conhece o trabalho do Bené, inclusive através de outras conversas com ele. Ela diz que cada encontro com Bené é único, “a troca, o bate-papo e as pessoas que estão presentes, os objetos, o trabalho dele, ele é essa troca”, ressalta, entusiasmada.

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